Quatro lançamentos em cinco horas depois que um bloco entrou no ar às 12:43

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Imagem de capa: Quatro lançamentos em cinco horas depois que um bloco entrou no ar às 12:43

O bloco entrou no ar às 12:43 da tarde e, até o fim do dia, quatro lançamentos tinham saído para corrigir o que ele fez de errado.

O que entrou no ar

O novo bloco ficava no topo de oito páginas de glossário que recebem tráfego real vindo de buscas. Ele tinha um texto de venda, links para as páginas de outras categorias e algo que essas páginas nunca tiveram: uma forma de medir se alguém chegava a usá-las. Foi escrito para um visitante que nunca ouviu falar da gente, e o texto de venda era uma oferta de teste grátis.

O que mostrar para quem já tinha uma conta era uma pergunta em aberto. Dependia de dois links que a designer ainda precisava enviar. Lançamos a versão para desconhecidos e anotamos que a versão para clientes ficou adiada.

O cliente que viu uma oferta de teste

Entramos como cliente e olhamos a página no ar. Lá estava a oferta de teste, a mesma que um desconhecido veria, diante de alguém que já mantinha um site com a gente. Para um cliente que confia o site a nós, isso diz que a gente não o reconhece.

A medição também estava errada. Ela dava o mesmo rótulo para toda visita. A única coisa que o bloco inteiro existia para descobrir era quem o estava usando, e isso não dava para separar dos nossos próprios clientes clicando por ali.

Nossa correção também estava errada

Às 15:26 lançamos uma versão para clientes logados, com uma mensagem nossa e um único botão para o painel de administração do site deles. Ela fechou a lacuna rápido. Mas também não era o que a designer tinha desenhado, que tinha outro texto e dois botões. As páginas que faltavam por trás desses botões não nos davam o direito de reescrever o texto de outra pessoa.

Às 16:25 revertemos a nossa e lançamos as palavras exatas da designer, com os dois botões. Depois conferimos tudo em uma sessão real de cliente logado no site no ar, comparando com o protótipo palavra por palavra. Nossa versão tinha ficado no ar por uma hora.

Aí veio mais um problema. Nenhum dos rótulos dos botões nomeava uma página que de fato existe. Cada um levava a uma página de administração real, mas que não era o que o rótulo prometia. Então, às 17:51, escondemos o bloco inteiro de quem estiver logado, conferimos as duas visões no site no ar e abrimos um ticket para a designer, com a evidência de que nenhum dos rótulos nomeia uma página real.

Como as coisas estão agora

Quatro lançamentos, cada um conferido no ar, em cerca de cinco horas. Desconhecidos veem o texto de venda, os links cruzados e a medição. Clientes logados não veem nada ali por enquanto, o que é melhor do que um rótulo que promete uma coisa e entrega outra.

A IA construiu cada lançamento e conferiu como visitante. Ela via que a página no ar não batia com o protótipo. Mas não conseguia decidir o que um cliente deveria ler, e, deixada sozinha, o caminho mais rápido para fechar a lacuna era escrever as palavras ela mesma. Foi a decisão errada.

Tomamos duas decisões. Revertemos o nosso texto e usamos o da designer, em vez de defender a correção mais rápida. E escondemos o bloco dos clientes em vez de mandá-los para uma página que não combinava com o botão.

Antes de dizer que algo foi entregue, olhe para ele como cada tipo de visitante, inclusive o cliente logado. Quando falta uma parte do design, esconda o bloco para esse público em vez de escrever palavras que a designer nunca aprovou. Os clientes agora não veem nada nessas páginas, de propósito, até a designer decidir o que deve ficar ali.

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